Nossa História

A contribuição dos gêmeos para pesquisas na área biomédica e de saúde pública tem se realizado de forma extensiva em diversos países. Existem, no total, cerca de 30 registros de gêmeos estabelecidos no mundo, a maioria deles em países desenvolvidos. Recentemente, registros de gêmeos começaram a ser estabelecidos em países emergentes, como na Ásia.

A ideia de estruturar um registro de gêmeos no Brasil surgiu com a realização de um estudo sobre os fatores de risco genéticos e ambientais da dor lombar por um grupo de pesquisadores brasileiros e australianos utilizando gêmeos do Registro Australiano de Gêmeos (Australian Twin Registry). A contribuição dos gêmeos nesse impressionante registro australiano - que conta com mais de 30.000 pares de gêmeos cadastrados – acontece pelo conhecimento da especial relação desses indivíduos e da contribuição única que os gêmeos podem oferecer para as pesquisas em saúde.

A experiência desse grupo com a pesquisa intitulada estudo AUTBACK (abreviatura do inglês - Australian Twin Low Back Pain) ofereceu um rico ambiente para o nascimento do que seria a semente do Registro Brasileiro de Gêmeos (RBG).

Oficialmente, o RBG surgiu no ano de 2013 através do estabelecimento de uma colaboração internacional entre pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, Brasil), a Universidade de Sydney (The University of Sydney, Austrália) e o Registro Australiano de Gêmeos (Australian Twin Registry), sediado na Universidade de Melbourne (University of Melbourne, Austrália.

O primeiro estudo a ser realizado para o estabelecimento do RBG partiu do interesse na investigação do impacto dos fatores de risco genéticos e ambientais na dor lombar em gêmeos brasileiros. O estabelecimento pleno do RBG permitirá que diversas pesquisas relevantes para a saúde dos gêmeos e da população brasileira sejam realizadas.