Boletim RBG - Outono 2015

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Boletim RBG Verão

Os gêmeos são sempre iguais?

 

Parece fazer parte do senso comum, e até científico, de que os gêmeos são indivíduos iguais. Em especial, fisicamente. São clássicos os exemplos de gêmeos sendo confundidos entre si nas mais diversas situações.

O caso extremo de duas gêmeas inglesas divulgado no site do jornal CNN desconstrói o mito, no entanto.

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Por que os gêmeos podem contribuir para a ciência?

 

Você se lembra de expressões corriqueiras como “Quando você envelhecer será igual a sua mãe!”, “Puxou o pai!”, ou “Esses irmãos são iguaizinhos!”. Essas percepções populares são muitas vezes reais e vão muito além da aparência física. O “gênio forte”, o gosto pelos estudos, a aptidão artística, todas essas características são apresentadas como semelhanças entre pais e filhos e podem ser devidas em grande parte ao ambiente compartilhado entre as pessoas. A convivência da filha com a mãe pode tornar os hábitos semelhantes, e de forma similar isso pode acontecer com irmãos. Ou as semelhanças podem ser apenas coincidências!

Estudos científicos com gêmeos tem demonstrado que situações como as descritas acima podem não ser coincidências, nem serem somente devidas ao fato de compartilhar o mesmo ambiente (mesma casa, rotina, e circunstâncias de vida) que nos torna muitas vezes parecidos com nossos pais. O ambiente é importante, mas a herança genética* é muitas vezes a responsável pelo desenvolvimento dessas semelhanças, e também para o desenvolvimento de doenças.

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Ano Novo com novas contribuições dos gêmeos para a ciência

 

Entre as resoluções de ano novo da Pesquisadora-Chefe da NASA, Ellen R. Stofan, está a realização de um estudo de gêmeos em microgravidade1. Microgravidade é a quase ausência de efeitos gravitacionais, ou seja, a quase total ausência de peso que faz os objetos parecerem flutuar nas fotos tiradas em estações espaciais. A pesquisa, que está sendo planejada desde 2013, foi desenhada com o objetivo de compreender como o ambiente influencia na expressão genética, isto é, como o ambiente poderia ‘ligar ou desligar’ genes e fazer com que as células se expressassem de forma diferente, mesmo tendo informações genéticas iguais.

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