As taxas de natalidade de gêmeos MZ são consistentes entre todas as raças (cerca de 4 a cada 1000 nascimentos), mas a incidência de gêmeos DZ varia entre as raças (8 a cada 1000 nascimentos entre os caucasianos, 16 a cada 1000 nascimentos entre as pessoas de ascendência africana, e 4 a cada 1000 nascimentos entre os asiáticos). A predisposição genética ou característica herdada à geminação DZ existe em algumas famílias, mas a consistência de geminação MZ entre todas as populações sugere que essa é uma ocorrência aleatória não é influenciada por genes.

Um aumento dramático no número de gêmeos DZ, trigêmeos e quadrigêmeos tem ocorrido devido aos novos tratamentos para a infertilidade disponíveis. A maioria dos tratamentos para infertilidade, desenvolvidos a partir da década de 70 envolve o uso de hormônios para estimular a ovulação de mais de um ovo. Em tratamentos em que os óvulos maduros são colhidos e fertilizados fora do corpo da mulher, como é o caso na fertilização in vitro, dois ou mais embriões são rotineiramente transferidos de volta para dentro do útero de modo a aumentar as probabilidades de que pelo menos um embrião se transforme numa gravidez bem sucedida. Surpreendentemente, o tratamento com tecnologias de reprodução assistida também parece aumentar a taxa de geminação MZ, mas os pesquisadores ainda não entendem o motivo.

Toda gravidez múltipla é de alto risco, especialmente se houverem mais de duas crianças. Atualmente, especialistas defendem a transferência de um único embrião de cada vez, e certamente nunca mais do que dois, uma vez que novas técnicas melhoraram as probabilidades de uma gravidez bem sucedida resultante da transferência de um único embrião de alta qualidade.

 

* Texto traduzido do site de nosso parceiro Australian Twin Registry (www.twins.org.au)